Análise: Ninja Gaiden II para XBOX 360
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Ninja Gaiden II chegou ao mercado no dia 6 de Junho e eu e o Fred (amigo pessoal e autor aqui no Omitek) tivemos a oportunidade de testar o jogo numa XBOX 360 no Auditório da Microsoft. Uma experiência única que poucos têm a oportunidade de viver.

O jogo é extraordinário, com uma potência gráfica espantosa e também com muito sangue à mistura. Resumindo, um jogo para uma faixa etária acima dos 16 anos com alguma violência mas que proporciona ao jogador momentos de pura distracção, quem sabe até é bom para descarregar aquele stress do dia-a-dia ou a raiva acumulada depois de um dia cansativo.
Performance
Começando pela performance do jogo, não temos qualquer ponto fraco anotado. Não é que não o tenhamos visto ou reparado, não existe, mesmo. O jogo corre fluidamente, sem qualquer tipo de lentidão e olhe que a quantidade de partículas de sangue (que não são poucas!), os efeitos e os pequenos detalhes do cenário, em background, não fizeram alterar a experiência de jogo. A XBOX 360 dá conta do recado e ainda pede por mais.

Portanto, de forma resumida e numa classificação de 20 pontos possíveis, chegámos à conclusão que o jogo merece 20 valores a nível de performance. Impecável.
Jogabilidade
A jogabilidade não é tão perfeita como a performance, mas não fica muito atrás. O jogo é totalmente em Inglês, sem legendas, o que nos leva a considerá-lo como um ponto fraco (sabemos que é normal os jogos estarem em Inglês, mas as legendas deviam existir).
No entanto, as conversas entre os personagens são de um inglês tão básico que qualquer pessoa com dois anos de aprendizagem na língua de tio Sam pode perceber do que se trata e, além disso, os cenários deixam transparecem o que aí vêm, juntamente com a banda sonora que nos acompanha (mas já lá vamos…).

Nos pontos fracos temos algumas coisas a destacar. Entre elas encontra-se a câmara do jogo que acompanha o personagem, inútil em locais apertados, e que nos foge do controle quando estamos dentro de uma sala pequena a enfrentar inimigos. Nestas alturas tivemos que recorrer à câmara manual, mas que se torna um pouco chato/quase impossível de controlar o personagem e a câmara em simultâneo.
Quanto à dificuldade do jogo, os iniciantes (como nós, devo destacar) perdem uns bons 20 minutos a aprender os truques, as funções de cada tecla e a ver a existência de truques especiais. Neste caso, havia, e não eram poucos! Quanto aos veteranos, a aprendizagem é rápida (e semelhante à versão anterior, pelo que me consegui aperceber em alguns blogs e sites).
Quanto ao arsenal, temos boas armas, que, aliadas a bons golpes, podem dar conta de 3 inimigos num só golpe. Segundo o que conseguímos ver no manual que acompanhava o jogo, temos 9 armas que vamos comprando ao longo do jogo.
Devido a estes factores, atribuímos 17 valores, em 20 possíveis.
Gráficos
Uau! Foi uma das primeiras palavras que pensei quando começámos a jogar. Os gráficos são uma beleza rara, tão rara que perdemos (sem exageros) uns 30 minutos a apreciar todos os “cantos” dos cenários em que passávamos.
Desde os simples efeitos da espada a bater na parede (cada material tinha um som característico, de modo que experimentámos quase tudo à nossa volta), as partículas do fogo, a água e as cascatas, as poças de sangue quando matávamos inimigos e, quando atacados, as pernas/braços a serem cortados e a voarem pelo ecrã.

Destacando os cenários, foi surpreendente ver até que ponto foi o detalhe da equipa de desenvolvimento do jogo, reparem que é possível ver as auto estradas, com carros a passar se olhar-mos para baixo, o fumo a sair dos canos com fugas, os carros voadores (sim, voadores, com um aspecto pouco futuristas… quadrados!) e ainda a beleza dos golpes finais nos nossos adversários.
Outro ponto interessante no grafismo é que, depois de cada ataque, Ryu Hayabusa (o nosso personagem) limpa sempre o seu arsenal, algo que achei estranho da primeira vez que aconteceu. Capaz de competir com Crysis (com diferença que no Crysis podemos destruir o cenário à nossa volta e neste jogo isso não acontece) e até com o Grand Theft Auto IV (em termos de violência nem sei quem é o pior…), o jogo está muito bom, mesmo.

O ponto fraco revela-se, mais uma vez, na câmara “automática”. Quando a câmara perdia o personagem de vista, só a muito custo arranjava maneira de controlar os obstáculos (às vezes conseguia, outras não) e tínhamos que recorrer então à câmara manual, uma chatice.
Além da câmara automática, outro ponto fraco revela-se na projecção de sangue dos adversários, onde, que além de algum exagero, temos pouco dinamismo, ou seja, o sangue projectado na parede fica lá “preso” como se fosse cola. Não sai, não escorrega pela parede abaixo e (vem agora a parte pior), quando projectado para as portas, ao abri-las, o sangue fica a “voar” no meio do nada, um bug detectado, que terá que ser corrigido.

Em suma, a pontuação final que damos aos gráficos é de 18 valores. Estão óptimos, mas há sempre maneiras de os melhorar, e iremos ver isso, quem sabe, num próximo Ninja Gaiden.
História
Este ponto poderá estar injustamente valorizado, isto porque apenas tivemos acesso ao jogo durante 2/3 horas e não nos foi possível perceber a história na sua totalidade mas é aqui a Internet nos ajuda. Vamos então perceber aquilo que acontece no jogo:
Há muito tempo atrás, nasceram os Archfiends (criaturas malignas), que dominaram o mundo. Quando a esperança pareceu desvanecer-se, eis que surgiram os Dragons (dragões), declarando guerra aos Archfiends. Depois de inúmeras batalhas, os Archfiends foram derrotados e enterrados pelos Dragons para o fundo do solo, mantendo-os longe da superfície para sempre. Com o tempo, os Dragons acabaram por se extinguir surgindo, no entanto, uma liga de seguidores, a Dragon’s Lineage, da qual a valentia, força e protecção foram reencarnados no único clã sobrevivente: Hayabusa Ninja Clan. Este localizava-se numa aldeia (Hayabusa Village) nas montanhas do Japão, cheia de preciosos artefactos vitais na luta contra o mal.
Entre muitos outros tesouros, a Dragon Sword (espada do dragão) é considerada uma das mais poderosas armas da existência, atingindo o seu verdadeiro poder supremo quando reunida com o lendário Eye of the Dragon (olho do dragão). Contudo, o artefacto mais perigoso e mortal é a Demon Statue (estátua do demónio).
É esta estátua que mantém o Archfiend e os seus quatro Greater Fiends presos nas profundezas do subsolo. É com o roubo desta estátua que tem início a história de Ninja Gaiden II.
Depois de ter salvado uma agente da CIA do clã Black Spider Ninja (Sonia), Ryu parte em busca de Genshin, líder do clã, e Elizébet, rainha dos Greater Fiends, que quase matou o seu pai (Joe Hayabusa), e que roubou a Demon Satue.
Resumindo, muita fantasia à mistura com muita acção: 16 valores, em 20 possíveis.
Outros detalhes
A banda sonora é um ponto forte no jogo. Todas as músicas que passavam em background enquadravam-se na cena que estava a ser jogada, ou seja, em cenas calmas, onde passeávamos na cidade à espera de ninjas inimigos, as músicas eram calmas, relaxantes. Quando as cenas eram de conflito, a música alterava-se logo para algo mais ritmado para acompanhar a acção decorrida.
Pelo que pude apurar na Internet, o jogo tem 9GB apenas com ficheiros de áudio. Vendo bem, e apesar do abuso, foi bom ter uma experiência de jogo diferente, com muita acção, excelente grafismo e uma banda sonora ajustável às cenas de jogo.
Daremos 17 valores a “outros detalhes”, entre eles a banda sonora e outros pequenos detalhes que não introduzimos no texto (para não o tornar maçador) mas que são perceptíveis ao jogar Ninja Gaiden II.
Conclusão
Olhando para trás e revendo cada um dos pontos, só tenho a acrescentar que este jogo é um exclusivo XBOX 360, o que implica que tenha que adquirir a consola de jogos da Microsoft para ter o prazer de jogar Ninja Gaiden II e motivo este pelo qual tivemos que nos dirigir à sede da Microsoft.

Totalizando os valores e fazendo a média aritmética, o valor tem pontuação final de 17,6 valores, óptimo para um jogo deste tipo. Uma óptima compra, certamente, para aqueles que pretendem passar as férias agarrado aos jogos e aprecie um bom jogo de acção.
















Dia 25 é o meu dia, e tive de lixar um dia a mais de férias ao meu patrão para lá poder ir!
O pessoal é espetacular, então lá deve ser Brutal! Não vou para jogar, estive para comprar a Xbox 360, mas… disseram-me para esperar por perto do Natal. Já à cortes nos preços e tudo, vem aí uma nova geração ou uma remodelação/Actualização.
Mesmo velhina que já começa a ser, não empanca nos jogos como a sua Rival da Sony
Cumps e excelente Review